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Blog do Daniel Sousa - Economia e Politica em Foco

Como vivemos num pais Democrata e Capitalista, o meu Blog Fala de Economia e Politica

Daniel De Sousa

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May 13

Bradesco, Itaú ou Unibanco: quem mostrou os melhores números trimestrais?

    Os três maiores bancos privados do País - Bradesco (BBDC4), Itaú (ITAU4) e Unibanco (UBBR11) - já divulgaram seus números referentes ao primeiro trimestre deste ano. Neste contexto, qual das três instituições apresentou o melhor desempenho?
    A princípio, o investidor deve ter em mente que, na hora de se comparar resultados de bancos, muitos são os quesitos de peso. Um deles é a carteira de crédito, que propiciou ao Bradesco, Itaú e Unibanco taxas de crescimento na passagem do primeiro trimestre de 2007 para igual período deste ano bem próximas umas das outras.
    Em termos absolutos, entretanto, o Bradesco manteve sua liderança, encerrando o trimestre com R$ 169,4 bilhões em sua carteira, em uma posição relativamente confortável ante o segundo lugar na lista, o Itaú. Já o portfólio do Unibanco foi o que mais cresceu, 40,7%.

Resultado absoluto e relativo da carteira de crédito no 1º trimestre
Instituição Termos Absolutos Variação Percentual
Bradesco R$ 169,4 bilhões +38,5%
Itaú R$ 137,7 bilhões +36,2%
Unibanco R$ 66,2 bilhões +40,7%

Bradesco tem maior lucro
    Em linha com o apresentado no quarto trimestre do ano passado, o Bradesco foi, dentre os maiores bancos privados brasileiros, novamente aquele com o maior lucro líquido, seguido pelo Itaú e Unibanco, respectivamente.
    No que concerne à variação relativa do quesito, a liderança coube ao Unibanco, com um crescimento de 27,5% em seu lucro líquido em relação ao apresentado nos primeiros três meses de 2007.

Resultado absoluto e relativo do lucro líquido no 1º trimestre
Instituição Termos Absolutos Variação Percentual
Bradesco R$ 2,102 bilhão +23,3%
Itaú R$ 2,043 bilhões +7,5%
Unibanco R$ 741 milhões +27,5%

Rentabilidade e eficiência
    Outro ponto que merece destaque é a rentabilidade, medida pelo retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio. Dentre as três instituições financeiras, o Unibanco foi a única a apresentar melhora no quesito, muito embora sua taxa de 27% seja a mais baixa frente a seus pares.

Variação da rentabilidade no 1º trimestre
Instituição 1T08 Variação
(em p.p.)
Bradesco 32,0% -1,8
Itaú 28,1% -3,2
Unibanco 27,0% +2,1

    Outra comparação válida é a relação entre despesas administrativas e de pessoal sobre a receita bancária, medida pelo índice de eficiência. A eficiência de um banco melhora à medida que este indicador diminui, sinalizando que a parcela das receitas bancárias necessárias para cobrir os custos operacionais está menor.

Variação do índice de eficiência no 1º trimestre
Instituição 1T08 Variação
(em p.p.)
Bradesco 41,7% -0,4
Itaú 43,3% -0,8
Unibanco 45,3% -3,3

    Em tal quesito, os três bancos apresentaram melhora em seu desempenho nos três primeiros meses de 2008 frente ao ano anterior. Contudo, o Bradesco segue bem à frente de seus concorrentes, ao passo que o Unibanco, apesar de ter o pior número, registrou a maior evolução.
May 12

Bertin agora quer crescer para abrir capital

 

bertin

    A entrada da BNDESPar - empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) - como sócia da Bertin S.A. adia a abertura de capital da empresa, mas não a exclui dos planos da companhia.

    "O projeto de IPO continua em pauta, mas só foi postergado", afirma o diretor-presidente interino da Bertin S.A., Douglas Oliveira, em entrevista ao Valor.
    No último mês, a BNDESPar fechou com a Bertin operação para compra de 27,5% das ações da empresa. Inicialmente foi assinado contrato de R$ 1 bilhão, que dá à BNDESPar uma participação de 11% no capital da Bertin S.A. Essa S.A. de capital fechado, criada há três meses, faz parte da holding do grupo e atua em alimentos bovinos, lácteos, couros, higiene e beleza e produtos pet. O ritmo de entrada dos R$ 1,5 bilhão restantes, que elevará a fatia do banco na Bertin a 27,5%, dependerá do plano de negócios apresentado pela empresa.
    Com os recursos do BNDES, a Bertin pretende ampliar sua capacidade de produção e fazer aquisições no Brasil ou no exterior.
    Segundo Oliveira, a Bertin tinha entre as alternativas para financiar seu crescimento obter recursos do BNDES, vender participação a um fundo de private equity ou abrir o seu capital. A opção foi buscar o BNDESPar como minoritário porque ter o banco como sócio "traz um selo de qualidade e dá fôlego adicional para o crescimento", diz. "Agrega-se valor à companhia com o BNDES", resumiu.
    Ele reconhece que a Bertin S.A., que faturou R$ 6,8 bilhões em 2007 (incluindo a receita da Vigor, comprada em novembro passado), já tem tamanho suficiente para ir à bolsa e poderia ter uma captação na casa dos R$ 2,5 bilhões. Mas a decisão dos acionistas foi ganhar mais musculatura, o que será possível com a entrada do capital da BNDESPar. "Por que ir ao mercado com R$ 6,8 bilhões? Por que não ir com R$ 14 bilhões", questionou. "[O plano é] crescer ainda mais para poder efetivamente abraçar projeto de empresa forte", acrescentou Oliveira.
    O fato é que a injeção de recursos do banco de fomento na Bertin - que faz parte da política industrial do governo Lula - dá fôlego ao grupo para crescer mais antes de ir à bolsa.
   Claramente menos arrojada que concorrentes como JBS/Friboi, Marfrig e Minerva, que abriram capital na onda de IPOs de 2007, a Bertin vem "arrumando a casa", com melhorias na governança corporativa, há cerca de 18 meses. Em julho do ano passado, a previsão da empresa era ir à bolsa ainda neste primeiro semestre, mas depois do aporte do BNDES, Douglas Oliveira diz que "não é possível precisar quando será a abertura do capital da empresa".
    O executivo até admite que a estratégia da Bertin é mais cautelosa que a dos concorrentes, mas lhes dá uma alfinetada: "Diferentemente de outras empresas, antes de atrair minoritários fizemos vários investimentos, no Uruguai, Paraguai e China". Nos dois primeiros, a Bertin adquiriu frigoríficos de carne bovina e na China, fez joint venture com um grupo local e construiu curtume para processamento de couros semi-acabados e acabados.
    De acordo com Oliveira, os recursos provenientes da associação com a BNDESPar irão financiar a ampliação da capacidade das unidades da empresa de uma maneira geral. Destacou entre elas a conclusão de um complexo industrial integrado (abatedouro, confinamento de gado e curtume) que está sendo construído em Campo Grande (MS), a construção de um novo em Diamantino (MT) e a construção um terceiro em local ainda a ser definido.
    Também haverá expansão da capacidade das unidades no exterior, além de aquisições. Sem dar detalhes, Oliveira afirma que a aquisição deve ser na área de proteína animal. Isso significa que segmentos como aves também podem ser contemplados.
    Com os recursos novos, a capacidade de abate de bovinos do grupo sairá dos atuais 12.650 animais por dia para 20 mil no fim de 2009, segundo o executivo. A expectativa também é gerar cerca de 10 mil empregos diretos, além de 25 mil indiretos. Hoje, a Bertin S.A. conta com 33 mil funcionários em todo o país e no exterior.
    Mesmo com as dificuldades no setor de carne bovina este ano por conta da alta dos custos da matéria-prima e das restrições para entrada do produto brasileiro no mercado europeu, a expectativa da Bertin é de um faturamento de R$ 7,7 bilhões este ano, cerca de 13% mais que em 2007. O crescimento deve se dar muito mais em função da alta dos preços da carne do que do incremento dos volumes.
    A Bertin S.A. foi criada há três meses dentro de um processo de reestruturação societária iniciado pelo grupo Bertin no ano passado. A empresa está sob o guarda-chuva da Heber Participações, uma das holdings do grupo, junto com a Cibe (empresa de infra-estrutura e saneamento) e a holding de energia. O grupo Bertin tem ainda duas outras holdings - uma de hotelaria e construção e outra de higiene e beleza, que envolve marcas e canais de distribuição.
May 09

Preço menor: avanço da frota de carro bicombustível impulsiona uso de álcool

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    A opção do governo de aumentar a proporção de álcool anidro na gasolina C e a expansão da frota de carros flex flue fizeram avançar o uso do etanol no Brasil no ano passado, segundo dados preliminares do Balanço Energético Nacional (BEM), divulgado pela EPE ( Empresa de Pesquisa Energética) nesta quinta-feira (8).
    Segundo o balanço, os compradores de carros bicombustíveis se beneficiaram com preços médios mais baixos do álcool, na comparação com a gasolina. Com isso, o uso do álcool hidratado (usado diretamente nos carros) subiu 46,1% em 2007. A demanda total pelo etanol foi de 20,1 bilhões de litros.

Fonte de energia
     E o maior uso do etanol fez com que a cana-de-açúcar se consolidasse como a segunda maior fonte de energia do País. A safra produziu 495 milhões de toneladas no ano passado, com crescimento de 15,7% frente a 2006, explicada pelo aumento da produção, uma vez que a área colhida cresceu apenas 8,2%.
     A primeira fonte de energia continua sendo o petróleo e derivados, de acordo com a tabela abaixo, que mostra a participação de cada fonte na matriz energética brasileira em 2006 e 2007:

Energia 2007 2006
Petróleo e Derivados 36,7% 37,8%
Gás natural 9,3% 9,6%
Carvão mineral e Derivados 6,2% 6%
Urânio e Derivados 1,4% 1,6%
Hidráulica e Eletricidade 14,7% 14,8%
Lenha e Carvão Vegetal 12,5% 12,6%
Produtos de cana-de-açúcar 16% 14,5%
Outras fontes renováveis 3,1% 2,9%
May 08

Petrobras troca ações com Braskem ainda neste mês

   braskemPetrobras_Transparent

     Está prevista para o final deste mês a conclusão do processo de troca de ações entre a Petrobras e a Braskem, pelo qual a estatal alcançará participação próxima de 25% no capital total da petroquímica. A informação foi dada ontem pelo presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, durante apresentação dos resultados do primeiro trimestre deste ano.

    Pelo processo, a Petrobras trocará a participação de 40% que detém na Ipiranga Petroquímica, na Ipiranga Química, na Copesul e na Petroquímica Paulínia por ações da Braskem, que possui fatia de 60% em todas essas empresas.
    Ficará pendente ainda a incorporação da Petroquímica Triunfo, controlada pela Petrobras e que vive um conflito com os acionistas minoritários. A idéia é que a estatal incorpore a totalidade das ações até o final deste ano e depois as troque por papéis da Braskem, chegando, então, aos 25% de participação no capital total.
    A Braskem fechou o primeiro trimestre de 2008 com lucro líquido de R$ 83 milhões, 35% inferior aos R$ 127 milhões de igual período do ano passado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) também foi menor, de R$ 583 milhões ante os R$ 853 milhões do trimestre inicial de 2007.
    Os maiores custos com a nafta, principal matéria-prima do setor, prejudicaram o resultado. O lajida foi negativamente afetado em R$ 467 milhões pelos maiores custos de nafta e em R$ 108 milhões pelas menores receitas com aromáticos (BTX).
    A margem lajida foi de 13,2%, com queda de 6,1 pontos percentuais em relação àquela registrada entre janeiro e março do ano passado. A receita líquida consolidada da Braskem foi de R$ 4,410 bilhões, em linha com igual período de 2007 (R$ 4,424 bilhões).
    A empresa observou que os dados consolidados incluem 100% dos resultados da Ipiranga Química, da Ipiranga Petroquímica e da Copesul, com a respectiva eliminação das participações de minoritários em todas essas empresas, ebm como a consolidação proporcional da fatia na Cetrel - Empresa de Proteção Ambiental.
May 07

Flora, da JBS, moderniza a linha Albany e adia plano de abrir o capital

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    Ficar parado em um mercado onde tudo muda a todo momento é fatal. A Flora, empresa de higiene e limpeza do Grupo JBS, esteve nessa posição. Por dois anos, sua marca de higiene pessoal, a Albany, permaneceu parada, sem novidades ou lançamentos. Agora a empresa resolveu se mexer: está reformulando toda sua linha de sabonetes e cuidados com o cabelo. O plano de abrir o capital, como anunciado no ano passado, ficou para depois.
    "Estávamos muito tentados a ir para o mercado de capitais, mas com as oscilações do fim de 2007 e do começo do ano, tiramos o pé do acelerador e resolvemos focar em vendas, no consumidor", diz José Augusto de Carvalho Júnior, que assumiu o comando da companhia em 2006 para reestruturar as operações. O ano passado, segundo ele, serviu para arrumar a casa e preparar os lançamentos que começam a chegar às gôndolas.
    Com 6% de participação em vendas de sabonetes e menos de 1% em xampus, a Flora investe neste ano cerca de R$ 20 milhões para modernizar a linha Albany. Novos sabonetes, com aroma de chocolate ou até de framboesa com cacau já estão à venda. Até o fim deste mês, será a vez dos xampus, que virão com nova embalagem, fórmula sem sal e ingredientes refrescantes (como mentol e hortelã), que dão sensação de "geladinho" no couro cabeludo. As novidades serão mostradas hoje, em um evento para clientes em São Paulo.

     O modo de promover os produtos também mudou. Tradicional anunciante da novela das oito da Rede Globo, a Flora deixou em abril o patrocínio de "Duas Caras". Ficará pelos menos dois meses fora do ar e só deve voltar às telas no segundo semestre. Nesse intervalo, a empresa investirá em marketing nos pontos de venda. "Vamos sortear câmeras fotográficas e viagens à Paris", diz o executivo.
    Toda essa movimentação, segundo Vanessa Gardano, gerente de marketing da Flora, tem o objetivo de fazer o faturamento da empresa passar dos R$ 500 milhões do ano passado para R$ 600 milhões até dezembro.
    Para tanto, ela aposta na variedade da nova linha Albany, com mais de 40 produtos entre sabonetes, xampus e cremes, para "todos os bolsos e perfis de consumidores". "Também vamos melhorar nossa distribuição entrando no canal de venda das farmácias", observa.
    Dessa maneira, a Flora, que tem 1,2 mil empregados e duas fábricas em Luziânia e Guapó, em Goiás, espera conquistar seu lugar em um mercado dominado pela americana Unilever e pela francesa L'Oréal há mais de 20 anos. "Em higiene pessoal, a Flora tem menos de dez anos. Mas estamos bem focados em alcançar nosso espaço", afirma Carvalho Júnior.
     A estratégia parece acertada, segundo a economista e especialista em varejo Miriam Steinbaum, diretora da Research International. "Em higiene pessoal, quem não inova constantemente perde até espaço nas gôndolas, o que hoje também é uma espécie de mídia", diz ela. "Quando vai ao mercado, o consumidor quer ser surpreendido toda vez que escolhe xampu", acrescenta.
 
Pregando a palavra de Deus, utilizando a internet e aproveitando o que existe de bom na Tecnologia para Louvar a Deus
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